modelo sueca Agnes Hedengård, de 19 anos, fez um vídeo para mostrar que existe quem exija que as modelos sejam extremamente magras para conseguir trabalhos.

No desabafo, Agnes aparece apenas de lingerie em frente ao espelho. Com 1,80 metro e IMC (índice de Massa Corporal) de 17,5 (considerado peso abaixo do normal), ela diz que não consegue mais trabalhos por ser “grande demais”.

“Eles dizem que meu bumbum é muito grande e meus quadris muito largos. Então, de acordo com a indústria da moda, você não pode ficar assim. Você precisa ser mais magro”, diz a modelo.

Com silhueta enxuta e cinco anos de experiência na área, Agnes relata que os ‘chefes da indústria’ dizem que ela precisa entrar em melhor forma física ou não irão trabalhar com ela.

“Eu tenho estado em contato com grandes agências e clientes que realmente querem trabalhar comigo, mas assim que eles ficam sabendo de minhas medidas, vira uma história diferente”, acrescenta.

Como não está mais conseguindo trabalhos fixos como modelo, devido ao seu “tamanho”, a moça passou a trabalhar como assistente de vendas. “É absurdo e eu odeio isso. E apenas quero que as outras pessoas vejam isso”.

Assista ao desabafo, em inglês sem legendas:

 

Combate à anorexia

Em entrevista à revista sueca Veckorevyn, Agnes contou que durante um ano trabalho ela mal comia e diariamente contava as calorias do que ingeria. “Eu tenho pensamentos sobre anorexia, mas tento combatê-los constantemente”, disse ela.

Na França, a magreza excessiva no mundo da moda foi proibida como parte de uma série de medidas para combater a anorexia. A lei em vigor desde abril deste ano prevê multa e até prisão para representantes de empresas que violarem a regra.

Atualmente, as agências de modelos precisam entregar um atestado médico que comprove que as modelos estão saudáveis – caso tenha 1,75 metro de altura, a modelo precisa pesar, ao menos, 55 quilos.

A regra vale para a passarela, mas outras medidas também têm sido tomadas para evitar que o ‘padrão da indústria da moda’ afete a vida de modelos e mulheres que se inspiram no que veem. Segundo a lei, o uso de programas de edição de imagem devem ser avisados.